Recentemente fiz um vídeo falando sobre Blockchains centralizadas e descentralizada, pois muitas pessoas hoje acham que o termo Blockchain sempre tem implícito a descentralização e isso não é verdade, vamos entender por que.

Vou deixar fixado o vídeo, para quem tiver interesse em se aprofundar no assunto:

Descentralização

O termo “descentralização”, no caso de Blockchain, pressupõe uma arquitetura de software capaz de replicar e atualizar vários Nodes de forma automática e, ainda, métodos de validação de blocos por meio de PoW (Proof Of Work) ou PoS (Proof Of Stake). Já venho falando bastante sobre o tema e tenho altas criticas com o modelo de Stake, vou deixar alguns posts sobre o tema abaixo:

Portanto, qualquer Blockchain que não possua Nodes e processos de validação de blocos descentralizados, não pode ser considerada uma Blockchain descentralizada!

Sidechains / Bridges

Outro tema que tenho comentado em meus vídeos, são as Blockchain de segunda camada ou Sidechains, como Binance Smart Chain, Ronin, Immutable X, Polygon, etc.

A existência dessas redes visa baratear o custo e ter mais escala nas transferências, porém, em todos os casos citados, a rede utiliza PoS ou PoH para validar o processo de forma centralizada, não existe a possibilidade de “minerar” ou virar um Node validador, mesmo que por Staking, nessas redes. Esse modelo tem de mostrado frágil e suscetível a falhas de segurança, recentemente a rede Ronin teve mais de US$600 milhões roubados. Normalmente essas redes precisam de sistemas de Bridge para se “comunicar” com a rede principal (Mainnet), independente de qual ecossistema opera. Vou deixar fixado um post sobre o tema:

Blockchain As A Service (BAAS)

Por fim, a cereja do bolo da centralização, BAAS são serviços de Blockchain, como os prestados por empresas como Oracle, IBM e Amazon, que, no meu ponto de vista, de nada diferem dos serviços de bancos de dados em cloud já fornecidos pelas mesmas empresas. Na real, não existe a possibilidade de saber se existe de fato uma infra estrutura semelhante às Blockchains rodando por baixo das interfaces de comunicação disponibilizada por essas empresas. Ainda, não há uma maneira de realizar “migração de dados” de um serviço para outro, já que, teoricamente, são tecnologias proprietárias exclusivas. Porém é a possível alternativa para órgãos governamentais e algumas empresas listadas na B3 para entrar nesse mundo de Blockchains, já que terão um CNPJ para processar em caso de falhas.

Mesmo assim, no meu ponto de vista, reforço que não vejo nada de inovador no modelo, que muito se assemelha aos bancos de dados convencionais já existentes no mercado, é só uma forma marqueteira de chamar a atenção e ganhar mercado.